Maltês - Origem e História

Cão da Raça Maltês

No decorrer dos séculos, esta antiga raça de cães tem recebido diversos nomes. Originalmente chamado de Cão Melitaie (Melitaei Catelli - "Canis Melitaeus" em Latin) ele também foi conhecido como o cão das "Damas Romanas", "Antigo Cão de Malta", o "Cão Consolador", o "Dócil Espanhol", o "Bichon", "Bichon Maltês", o "Cão Leão Maltês", e o "Terrier Maltês" entre outros nomes. O histórico da raça pode ser traçado desde alguns milênios. Alguns pesquisadores colocaram a sua origem por volta do ano 2.000 a 3.000 A.C. É interessante notar que Darwin determinou a origem desta raça em torno de 6000 A.C. À partir do século 19 o Kennel Club aceitou a raça com o nome "Maltês".

O registro mais antigo referente a raça foi encontrado em uma ânfora grega [1] na cidade etrusca de Vulci, onde um cão Maltês é retratado junto com a palavra "Melitaie". Segundo avaliações dos arqueólogos este artefato ateniense está datado do período por volta de 500 aC [2]. Existem outras referencias sobre esta raça na antiga literatura grega, romana e na arte egípcia [3].

Aristóteles foi o primeiro a mencionar o nome Melitaei Catelli, quando comparou um cão a um mustelídeos, por volta de 370 aC. [4] [5]. O primeiro documento escrito (apoiado por Stephanus Byzantinus [5]), descrevendo o pequeno Canis Melitaeus foi feito pelo escritor Grego Calímaco, por volta de 350 AC. Plínio sugere que o cão teve seu nome devido a ilha de Méleda (Mljet [latim: Melita, italiano: Meleda]), no Mar Adriático, no entanto Estrabão, no início do primeiro século DC, identifica a raça como proveniente da ilha mediterrânica de Malta, e escreve comentários dizendo que eles eram os favorecidos das mulheres da nobreza. [4]]

Durante o primeiro século, o poeta romano Martial escreveu versos para um pequeno cãozinho branco chamado de Issa que era de propriedade de seu amigo Publius - o governador romano de Malta - Issa era um Maltês que o governador gostava muito e foi objeto de um poema escrito pelo poeta Marcus Valerius Martialis, comemorando em um de seus epigramas.

O Maltês ganhou popularidade na França do século 15. Ele aparece visívelmente em uma famosa peça de tapeçaria chamada "Mulher e o Unicórnio". Há opiniões diversas sobre como cão Maltês chegou nas ilhas britânicas, mas provavelmente foi levado para lá quando os cruzados voltaram para casa. Até o final do século 16 o cão Maltês já havia se tornado um animal de estimação e companhia para as mulheres. A arte do final da Idade Média revela muitas descrições do cão maltês na França, bem como na Alemanha.

A história nos mostra que durante séculos esses pequenos cães são retratado por inúmeros pintores, estando presentes nos salões ao lado das belas damas da época. O cão Maltês também aparece nas pinturas de Goya, Sir Joshua Reynolds, Sir Edwin Landseer e Tizian. Em pintiras da época um cão maltês é visto ao lado do Rei Frans I e da Duquesa de Alba. Há descrições e escrituras conhecidas sobre o cão maltês no período do Renascimento, por exemplo, por Gesner e John Caius, Médico e amigo da rainha Elisabeth I.

John Caius escreveu que as mulheres constantemente os carregava em seus braços e até mesmo deixar os cães dormem em suas camas. Cajus reiterou Kallomacho mas alegou que a raça era originária da aldeia piscatória de Melita, na Sicília. A mudança do nome Melita para Malta aconteceu devido influência da Inglaterra porque os ingleses tinham poucos conhecimento sobre o mundo além de seu próprio império. Eles sabiam Meleda mas não tinha a concepção sobre Melita. Não há vestígios conhecidos do cão maltês encontrados na ilha de Malta.

Entre os séculos 17 e 18, foi feita uma tentativa de diminuir o tamanho da raça, quando chegou a ser praticamente destruída. Carlos Lineu relata que estes cães chegavam a ter o tamanho de um esquilo. Além de que havia parentesco com raças estranhas misturados a raça - especialmente spaniels e miniaturas de poodles, além de cães em miniatura que foram trazidos da Ásia Oriental para a Inglaterra através do oeste da Índia, sendo misturadas com o cão maltês. De certa maneira isto salvou o cão maltês, mas fez a raça tão heterogêneo que várias raças foram derivadas foram formadas. Doutor Wallher e Reichenbach, em 1817, lista sete raças diferentes do cão Maltês e nove raças em 1836. O aspecto atual da raça se deve grande parte aos criadores Ingleses que tiveram o cuidado necesário para a preservação da linhagem.

Na período de 1902 até 1913 cães com parti-cor e cor sólida foram aceitos em amostra na Inglaterra, e mais tarde - 1950 - em Victoria, Austrália. No entanto, o Maltês branco era obrigados a ser branco puro. O Maltês colorido podia ser obtido a partir do sul da França.

Aspecto Geral

  • Com uma elegante pelagem longa e branca, transmite a impressão de confiança e imponência. Cão de pequeno porte, com tronco alongado e de cabeça sempre erguida.
  • Um cão Maltês adulto pode pesar de 1.4 até 4 kg

Temperamento

  • Esperto, afetuoso, muito dócil e inteligente.
  • Malteses podem ser bastante ativos e são conhecidos pelos seus acessos ocasionais de atividade física, correndo em volta com velocidade máxima e com uma agilidade incrível; mesmo assim, eles ainda são ideais para apartamentos e ambientes pequenos. Se você leva uma vida pacata e quer um cão calmo que acompanhe o ritmo dos donos, tenha um Maltês. Mas se você leva uma vida agitada e quer um cão que acompanhe o ritmo dos donos, tenha um Maltês também. É essa vantagem que a raça tem sobre as outras, pois é um cão que se molda ao estilo do dono. Gostam de brincar e são inteligentes, aprendem rápido, mas não são relativamente fáceis de treinar, já que a raça foi criada especificamente para cão de companhia. É uma raça que gosta de companhia, mas se forem educados desde pequenos podem muito bem passar longas horas sozinhos sem causar preocupação para o dono.
  • A raça tem a reputação de ser bondosa, mas são muito protetores do seus donos e irão latir ou poderão morder caso algum animal ou pessoas infringirem no seu território ou caso sejam percebidos como uma ameaça.
  • Temos aqui uma raça que apesar de seu tamanho parece não ter medo de nada. É comum aos Malteses se portarem de maneira indiferente com relação ao tamanho de outros animais ou mesmo pessoas, muitas vezes maiores que eles mesmo (com exceção de seu dono, é claro). Mas são cães brincalhões e dóceis, e com muita vivacidade. Por serem realmente pequenos, os Malteses podem não ser uma escolha ideal para famílias com crianças pequenas porque eles podem ser machucados facilmente.

Pelagem

  • Com textura sedosa e aspecto brilhante, é distribuido perfeitamente sobre todo o corpo, permanece lisa ao longo da linha superior, sem indício de ondulação ou encaracolado
  • A pelagem do tronco, deve cair como um manto bem assentado, modelando-se ao corpo sem formar mechas ou tufos

Foto imagem de filhote de Maltês

  • As mechas e tufos são admitidos quando ocorrem nos membros anteriores e posteriores desde o joelho até abaixo até das patas.
  • Possui pelagem longa na cabeça, no topo do crânio, caindo de maneira uniforme e confundindo-se com a barba, mesclando-se com a das orelhas. Na cauda, os pêlos caem de um só lado do tronco, quer dizer, sobre um dos flancos e sobre a coxa, o comprimento alcança os jarretes.

Cor

  • A cor "marfim pálido" é admitida, mas a excelencia fica por conta do "branco puro". São admitidos traços de bege pálido, na condição de pêlos sedosos, mas não são desejáveis por constituírem uma imperfeição. Qualquer tipo de mancha definida não são admitidas, mesmo que pequeníssimas.

O Maltês é uma raça de cães que não troca de pêlos.

 

Referencias

  1. ^ "Pintura em vaso com o cão da raça Catuli Melitaei". hellenica.de Obtido em 2010-02-17
  2. ^ Johnson, Helen M. (1919). "The Portrayal of the Dog on Greek Vases". The Classical World XII (27): 209–213
  3. ^ Busuttil, J. (1969). The Maltese Dog. Cambridge University Press. pp. 205–208.
  4. ^ Aristotle; Giulio Cesare Scaligero and Johann Gottlob Schneider (1811). De animalibus historiae (Latin) (History of Animals). X. In Bibliopolio Hahniano. p. 391. Retrieved 2009-04-14. (Latin)
    Texto onde Aristóteles menciona pela primeira vez o nome Melitaei Catelli
  5. ^ Raymond-Mallock, Lillian C. (2005) [1924]. The Up-to-date Toy Dog: History, Points and Standards, With Notes on Breeding and Showing.

 

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